Pulgas



Em consequência das picadas da pulga, há o aparecimento de irritação cutânea e coceira, gerando desconforto e irritação do indivíduo que está sendo parasitado.


As pulgas são insetos, pertencentes à ordem Siphonaptera, que engloba diversos gêneros, sendo que a pulga doméstica Pulex irritans é a mais conhecida, e tem como hospedeiro preferencial os humanos.
Existem cerca de 1900 espécies conhecidas de pulgas no mundo todo, no entanto, as que possuem maior importância em saúde pública e medicina (humana e veterinária), além da P. irritans, são: Xenopsylla cheops, que parasita os ratos; Ctenocephalis canis, pulga do cão e Ctenocephalides felix, pulga do gato. Todas estas espécies podem parasitar o homem e, por serem insetos hematófagos, podem transmitir ao homem diversas enfermidades portadas por estes animais.
O sangue consumido por este parasita é essencial para a maturação dos ovos. Esses caem no solo de onde vive o hospedeiro, passando pelo período de incubação que pode de 9 a 200 dias, aproximadamente, ele dependerá da espécie da pulga e de fatores ambientais como: umidade, temperatura, entre outros. A larva irá alimentar-se de substâncias orgânicas secas e também, das fezes das pulgas adultas. Em seguida, inicia-se o estágio pupal, onde haverá o desenvolvimento da pupa dentro do casulo que, assim como o estágio anterior, é influenciado por fatores ambientais. Geralmente, o desenvolvimento completo da pupa leva cerca de 1 mês no verão, já no inverno, pode levar meses. Quando se tornam adultas, procuram um hospedeiro para se alimentarem e iniciarem novamente o ciclo.
Em consequência das picadas da pulga, há o aparecimento de irritação cutânea e coceira, gerando desconforto e irritação do indivíduo que está sendo parasitado. A coceira é causada por uma substância presente na saliva do parasita, pois este injeta esta secreção no local da picada para que não haja a coagulação do sangue, podendo resultar em lesões mais graves e eczemas em pessoas alérgicas a esta saliva.
A gravidade do parasitismo vai depender da quantidade de pulgas presentes no animal. Caso não haja tratamento, o aumento do número desses insetos, a espoliação de sangue pode resultar em uma anemia. O desconforto gerado também pode levar à implicações psicológicas em seres humanos e nos animais de produção, pode levar à perdas econômicas, devido à queda no ganho de peso e na redução da produção de leite.
As pulgas são vetores de variadas doenças, inclusive uma grave doença que foi um grande problema para a humanidade no fim da Idade Média, a peste bubônica. Além desta, também são vetores do Micrococcus aureus, M. albus, Bacillus Pyocyneus.
Entre os animais domésticos, estes insetos são vetores de alguns parasitais intestinais, tais como o Dipylidium caninum. Para que esse tipo de parasitismo não ocorra, é necessário ser feito um combate às pulgas.
O tratamento do parasitismo por esses insetos é feito drogas veterinárias específicas. Deve ser levado em conta também seu tipo de ciclo de vida, como elas passam um período no ambiente, esse deve ser tratado também, bem como o animal.
Contudo, algumas espécies afetam de diversas formas os seres humanos, ao contaminar os alimentos ou instrumentos cirúrgicos em hospitais, ao nidificar na relva ou outras estruturas como pequenos jardins, raízes de plantas, troncos de árvores ou pavimentos, alimentando-se de frutas ou plantas desfolhantes ou entrando nas casas para “roubar” comida. Por isso, podem causar graves danos que muitas vezes resultam em avultadas perdas económicas e até curto circuitos.